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Impasse com concessionária de energia pode tirar empresa de Rio Claro, alerta Maria do Carmo

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Maria do Carmo Guilherme com representantes da G e V Polímeros

A empresa G e C Polímeros, empresa que atua na reciclagem de garrafas PET, com sede no Distrito Industrial, admite a possibilidade de deixar Rio Claro nos próximos 30 dias caso o impasse com a Elektro não chegue ao fim. A informação chegou ao conhecimento da vereadora Maria do Carmo Guilherme na última quinta-feira, 29, em reunião na Câmara Municipal.

Os proprietários da empresa Luiz Carlos dos Santos e José Antônio Martins Galvão relataram à vereadora que o impasse teve início em agosto do ano passado. Segundo eles, naquela oportunidade a G e C Polímeros protocolou a documentação solicitando à concessionária que fosse efetuada a ligação elétrica.

“Passados cinco meses, ainda não conseguimos concluir o processo. Sem energia elétrica, apenas 30% da empresa está em operação”, explicou Luiz dos Santos. “Para tanto, utilizamos um gerador que consome 800 litros de diesel a cada dois dias ao custo de R$ 22 mil mensais”, detalhou.

Sem a energia elétrica, observou Galvão a Maria do Carmo, a empresa que conta atualmente com 25 funcionários deixa de contratar outras 40 pessoas. “Estamos operando com apenas 30% da nossa capacidade. Os prejuízos são diários. Não há mais como sustentar tal situação. Se tudo não for resolvido nos próximos 30 dias vamos mudar as instalações para Lins”, afirmou o proprietário.

Indagados sobre o motivo da burocracia, os representantes da G e C Polímeros explicam que as exigências não têm fim. “Não estamos querendo nenhum favor, apenas que a empresa informe tudo o que precisa para que possamos entregar e encerrar este assunto”, disse Santos.

Sem energia elétrica, a empresa não tem como acionar duas linhas de extrusores, responsáveis pela produção do granulado utilizado na fabricação de balde, bacia, vassouras, entre outros. A G e C Polímeros também está com a linha de lavagem de garrafas PET paralisada.

“Neste momento em que os investimentos no setor de geração de empregos estão prejudicados por conta da crise hídrica na região Sudeste avalio que Rio Claro não pode perder empresa por conta de uma situação que a princípio tem solução”, disse Maria do Carmo aos empresários. “Vamos solicitar apoio da administração municipal e através da Câmara contribuir para resolver este impasse”, acrescentou.

Santos explicou que além dos 65 empregos diretos previstos, a G e C Polímeros contribui de outras formas com o mercado local. “Compramos garrafas PET de inúmeros catadores, diariamente, bem como da cooperativa Coperviva”, sinalizou. A contratação para os empregos diretos, finalizou o empresário, é feita através do Posto de Atendimento ao Trabalhador, o PAT.