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Professor Dalberto indica ações para evitar epidemia de raiva na zona rural

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Égua morreu no distrito do Batovi. Exames indicaram que o animal estava com raiva. (Foto: Cesar Fontenele/EPTV)

Na região de Rio Claro foram identificadas colônias de morcegos hematófagos, que se alimentam de sangue, e transmitem a raiva. Os animais infectados têm o sistema nervoso central afetado e os sintomas vão desde agressividade, alterações dos movimentos até impossibilidade de beber água e morte.

Para evitar que uma epidemia da doença acometa a zona rural, o vereador Professor Dalberto (PDT), através de um requerimento, solicitou ao Executivo local que ações imediatas sejam realizadas nesse sentido. “Existe a confirmação de dois casos da doença e um deles nós acompanhamos de perto. Temos que adotar as medidas necessárias para impedir que uma epidemia aconteça na zona rural de Rio Claro”, comentou Professor Dalberto (PDT).

Dalberto indica que o poder público municipal, representado pelo Centro de Zoonoses e o Estado, através da Coordenadoria de Defesa Agropecuária, devem visitar as residências das áreas com maior incidência de casos de raiva e vacinar os animais. “Talvez haja a necessidade de se intensificar a campanha de vacinação contra a raiva na zona rural, principalmente nos pontos mais críticos”, aponta o vereador.

Por fim, o vereador comentou sobre a importância de se identificar a colônia de morcegos, monitorá-la e evitar que ela se expanda. “Devemos realizar o controle populacional desses hematófagos, uma medida fundamental para diminuir a incidência de raiva na região, como também, de outras zoonoses”, finaliza Professor Dalberto.

No Brasil, até 2003, o envolvimento de morcegos na transmissão da raiva a seres humanos era descrito com baixa frequência. Em 2005, dos 45 casos registrados de raiva humana, 42 foram transmitidos por morcegos hematófagos. Deste casos, 69% ocorreram na zona rural. (Situação da Raiva no Brasil, 2000 a 2009)

Morcegos Hematófagos

Há apenas três espécies no mundo, que ocorrem apenas nas Américas. Duas atacam aves (Diphylla ecaudata e Diaemus youngii) e uma ataca aves e mamíferos (Desmodus rotundus).

O Desmodus rotundus vive em fendas, cavernas, árvores e construções. As colônias podem agregar até dois mil animais. São morcegos extremamente ágeis no solo. Normalmente, abordam a presa a partir do chão. Os sensores térmicos que têm no nariz facilitam a localização de uma veia próxima da pele. Os dentes incisivos fazem um rápido corte.

Existe um ingrediente na saliva do morcego que evita a coagulação do sangue. Eles têm também um anestésico na saliva que reduz a probabilidade da vítima sentir alguma irritação com a mordida inicial.