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Comandante da PM admite momento crítico e faz alerta à importância da união de esforços

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Na noite da última quarta-feira, dia 3, o tenente-coronel Marco Antonio Melli Bellagamba, comandante do 37º Batalhão de Polícia Militar do Interior esteve na Câmara Municipal onde apresentou números referentes ao trabalho policial, admitiu a gravidade da situação neste início do ano e alertou a comunidade para a importância do desenvolvimento de ações coletivas em prol da segurança de todos.

A apresentação de Bellagamba foi dividida em duas partes. Na primeira dela, por 10 minutos o tenente-coronel ocupou a Tribuna Livre do Legislativo. Na segunda parte, o comandante da PM, sem restrição de tempo, concluiu sua análise e respondeu aos questionamentos feitos pelos vereadores.

A seu ver, os “indicadores de segurança não são favoráveis neste início de ano”. O comandante esclareceu que o efetivo policial do 37º Batalhão está muito próximo estabelecido pela legislação e observou que a distribuição dos PMs não ocorre de forma aleatória no município. “Temos reuniões semanais para definir as prioridades de ações no combate à criminalidade”, frisou.

Segundo o comandante, a PM realiza as operações Saidinha de Banco, Saturação, Integrada, entre outras, com o objetivo de garantir a segurança da comunidade e apresentou estatística mostrando registros policiais feitos em 2011 e 2013 no primeiro trimestre: subiu de 73 para 162 o número de menores detidos por crimes diversos; de 80 para 142 o número de flagrantes; de 55 para 78 o número de condenados capturados e de 12 para 100 quilos a quantidade de drogas apreendidas.

“Determinamos tolerância zero para o tráfico de drogas no município. Avaliamos que esta repressão está ligada a alta nos homicídios”, disse o policial referindo-se às apreensões. A reestruturação dos Consegs (Conselhos de Segurança), o programa Vizinhança Solidária (apoio a viagens, acionamento do 190 em caso de barulho, etc) e principalmente o Disque-Denúncia, que resulta em muitas prisões, estão entre as ações defendidas pelo comando no auxílio do trabalho desenvolvido pela polícia.

O vereador João Zaine adiantou que na próxima semana estará apresentando projeto que abre caminho à realização de campanha de fortalecimento do Disque-Denúncia. “Buscamos a colocação de adesivos para chamar a atenção do cidadão da importância da denúncia anônima”, ressaltou. “Estamos também desenvolvendo trabalho, junto com o vereador Geraldo Voluntário, no Projeto Se Essa Rua Fosse Minha auxiliado pelo ex-deputado Gijo”, completou o líder do Governo na Câmara.

Na avaliação do vereador Dalberto Christofoletti a crise no setor de segurança pública é crescente devido à falta de medidas eficazes por parte do governo estadual paulista. “O Estado não combate as facções, não retoma o território”, enfatizou.

Para Juninho da Padaria a legislação muitas vezes atrapalha a ação policial já que o indivíduo preso em flagrante retorna ao convívio social em pouco tempo. “Deste jeito, a polícia faz o trabalho de enxugar gelo”, lamentou o democrata.

Paulo Guedes defende o que resume como “medidas simples” a serem adotadas pelo gestor público. “As praças públicas precisam de investimento já que a escuridão contribui para facilitar a ação dos marginais. É preciso também cortar os matos dos terrenos baldios. Muitas pessoas foram assaltadas por ladrões que estavam escondidos no mato”, sinalizou.

No encerramento, o presidente da Câmara, Agnelo Matos observou que o problema da violência e das drogas tem raízes fincadas nas dificuldades sociais, políticas públicas mal implementadas, entre outros problemas. “Defendo que Rio Claro tenha uma Vara Federal para auxiliar na investigação de delitos”, completou.

O tenente-coronel Bellagamba avaliou como positivo o encontro com vereadores no plenário da Câmara e deixou claro que segurança pública não é de responsabilidade exclusiva da PM, da Polícia Civil ou do Poder Judiciário. “A responsabilidade é de todos”, finalizou.