A Câmara Municipal realizou sessão solene, na noite de quinta-feira, 17/09, para a entrega da Medalha Capital da Alegria e diploma de gratidão pela promoção e manutenção do Carnaval. A homenagem segue o Decreto 673/2023 de autoria do vereador Hernani Leonhardt (MDB) aprovado por unanimidade pelo Legislativo.

As pessoas indicadas pelas escolas de samba que receberam a homenagem neste ano foram: Hedmari Gomes Furquim, mais conhecida como Mari, da Embaixadores do Samba; Roberto de Paula Neto, da Ritmo Alvinegro; Marly Paula Domingues dos Santos, a Dona Marly, da Unidos da Vila Alemã; Eunice Moraes, a Nicinha, da Grasifs – Voz do Morro; Yeda Moraes Casagrande da Casamba e a carnavalesca da Samuca, Fabiana Malaspina.
Na solenidade, presidida por Hernani Leonhardt, a Mesa Principal foi composta por: presidente da União das Escolas de Samba e Blocos da Cidade Azul (Uesca) William Nagib; ex-presidente da Câmara Municipal e diretor de Relações Institucionais da Uesca, João Zaine; vice-prefeita Maria do Carmo Guilherme representou o prefeito Gustavo Perissinotto; ex-secretário municipal de Turismo, Guilherme Pizzirani; secretário municipal de Relações Institucionais, Alessandro Almeida; secretário municipal de Planejamento, Bruno Oliveira e os vereadores Julinho Lopes (Progressistas) e Claudino Galego (Progressistas).
Hernani Leonhardt recordou-se que a primeira emenda parlamentar que destinou, por meio do ex-deputado federal Nelson Marquezelli, em 2017, foi para a implantação da passarela do samba na Avenida Brasil. “Esta ação muito me orgulha porque além de pavimentar a passarela também aprovamos aqui nesta Casa de Leis o nome Capital da Alegria para o local”, comentou o presidente da solenidade. “A passarela foi o pontapé inicial, mas temos agora que unir forças para estruturar o local com o apoio dos governos estadual e federal”, acrescentou Hernani ao lembrar que o espaço requer investimentos que possibilitem a construção de arquibancadas, sanitários, entre outros espaços para melhor receber a comunidade de Rio Claro e região.
O apoio financeiro às escolas de samba também foi abordado por Hernani Leonhardt na solenidade. Ele lembrou que os recursos destinados às agremiações carnavalescas e blocos, por parte da prefeitura, não são gastos, mas sim investimentos. “Sou um defensor do Carnaval. É um recurso utilizado para a alegria. Carnaval é vida é luz”, completou o vereador ao parabenizar todas as escolas através dos homenageados da noite.
Biografias
Hedmari Gomes Furquim/Embaixadores do Samba: mais conhecida como Mari ou Mãe Mari, tem um papel fundamental dentro do bloco que vai desfilar como escola de samba pela primeira vez no Carnaval 2027. Fez da sede da agremiação a sua segunda casa. Mulher guerreira que não mede esforços para ajudar a todos em sua volta. Hoje, atua como diretora dos casais de mestre sala e porta bandeira responsáveis pelo maior símbolo da escola – o pavilhão.
Roberto de Paula Neto/Ritmo Alvinegro: filho único de Divanilde Aparecida de Paula, a querida Dona Diva, reconhecida como uma verdadeira griô da comunidade Negra de Rio Claro. Iniciou sua trajetória no Carnaval ainda criança, inspirado pela própria mãe, que era diretora da tradicional Voz do Morro. Seus primeiros passos na avenida foram na ala das crianças, desfilando como jornaleiro. Com o passar do tempo, iniciou aulas na bateria da Voz do Morro sob a batuta do Mestre Malvino, aprendendo também com grandes nomes como Mestre Vadinho e Mestre Alvimar. Ali nascia não apenas um ritmista, mas um apaixonado pelo Carnaval. Envolvido pela atmosfera da folia e com a agremiação Grasifs precisando de apoio no barracão, participou no primeiro ano como voluntário. No ano seguinte, passou a integrar oficialmente a equipe de barracão, trabalhando ao lado do grande Mestre Marcos Farias, que muito ensinou – e ainda ensina – sobre arte, construção e amor ao Carnaval.
Marly Paula Domingues dos Santos/Unidos da Vila Alemã: aos 82 anos, a Dona Marly, como é carinhosamente chamada, é daquelas pessoas que a própria história está totalmente ligada a da escola de samba UVA. Com uma jovialidade, impressiona e apresenta disposição que serve de exemplo para todos. É uma peça fundamental na trajetória da agremiação. Sua presença é sinônimo de carinho, dedicação, alegria e, acima de tudo, disposição para ajudar. Sempre pronta a contribuir, nunca mede esforços quando o assunto é o desfile UVA. Ao longo de sua trajetória, passou por diferentes setores da escola, sempre deixando sua marca de comprometimento e amor pelo samba. Já desfilou como componente, atuou na Harmonia da bateria e, atualmente, exerce com muita dedicação as funções de chefe de ala e integrante da Harmonia.
Eunice Moraes/Grasifs Voz do Morro: a sempre simpática e sorridente Nicinha, como é carinhosamente chamada, é esteticista, mãe de três filhos, avó de quatro e bisavó de dois. O Carnaval, por meio da Voz do Morro, está entre as suas grandes paixões. Começou a desfilar na Vermelho e Branco em 2007 e não parou mais. Ela resume os desfiles como: “é apaixonante o envolvimento com cada detalhe, de cada ala, cada integrante até chegar ao ápice da grande apoteose”.
Yeda Moraes Casagrande/Casamba: há pessoas que desfilam na avenida, outras, porém, ajudam a construir a história do Carnaval. A Yeda retrata exatamente esse perfil de foliã. Desde o início da década 80, faz do Carnaval sua grande paixão e sua missão. Na Casamba, encontrou muito mais que uma agremiação, encontrou uma família, um propósito e um palco para transformar talento em arte. Ao lado de seu inseparável companheiro de vida, Osvaldo Casagrande, escreveu uma das mais belas páginas do Carnaval de Rio Claro. Enquanto ele moldava as armações do carro do carro do Grupo Ginástico, Yeda, com suas mãos habilidosas, dava vida às criações com tecidos, cores e acabamentos impecáveis. Cada detalhe carregava dedicação, carinho e amor pelo samba. Mas o trabalho do casal não parou por aí. Também desfilaram na harmonia da Casamba e, com o passar dos anos, passaram a confeccionar armações, fantasias de destaques e adereços para praticamente todas as escolas de samba da cidade.
Fabiana Malaspina/Samuca: carnavalesca da atual agremiação carnavalesca campeã do Carnaval, trabalha em prol da Azul e Branco há 46 anos. Para ela, fazer parte da escola é muito mais do que fazer parte de uma agremiação. Ela define a Samuca como uma família, extensão da sua casa. A Samuca foi fundada em novembro de 1974, e a homenageada chegou na escola por intermédio da família Wetten, uma das famílias fundadoras, amiga dos seus pais. Foi assim que começou uma história que atravessaria grande parte da sua vida. Ainda muito jovem, desfilou como passista mirim. Depois, foi passando por diferentes alas, vivendo diferentes momentos e experiências dentro da escola, até chegar aos destaques de carro. A cada novo lugar que ocupava, aumentava também a minha paixão pelo Carnaval e pela Samuca. A sua participação nunca se limitou aos desfiles. Desde muito cedo, estive envolvida com a construção da escola e, principalmente, com a confecção das fantasias. Naquela época, era tudo muito diferente: integrantes da agremiação se reuniam nas casas dos próprios componentes para confeccionar as fantasias, ajudar umas às outras e preparar o Carnaval. A Samuca me ensinou que Carnaval é muito mais do que samba, fantasia e desfile, Carnaval é pertencimento. É amizade, trabalho, memória e emoção.
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