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Com depoimento de sobrevivente, Câmara defende ação conjunta em defesa das mulheres

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Presidente da Comissão da Mulher da Câmara Municipal e responsável pela Procuradoria Legislativa da Mulher, a vereadora Néia Garcia (PL) coordenou reunião na tarde desta quinta-feira, 9/4, para discutir o tema: violência contra mulher.

Na Mesa Principal também estiveram presentes a vice-prefeita Maria do Carmo Guilherme e os secretários municipais: Tássia Espego (Mulher); Alessandro Almeida (Relações Institucionais) e Thalison Mendes (Segurança e Defesa Civil). Natália Sörensen Ramassotti, chefe de Gabinete do Fundo Social de Solidariedade e os vereadores Adriana La Torre (Progressistas) e Eric Tatu (PSD) também estiveram presentes.

Na abertura dos trabalhos, Néia Garcia trouxe uma sobrevivente, uma mulher que sofreu violência psicológica ao encerrar relacionamento. Ela relatou que tem uma filha que não era filha do agressor. Ambos tiveram divergências que a levaram a pedir a separação e consecutivamente a partilha dos seus bens. “A pessoa que eu conheci se transformou. Me ameaçou colocando uma arma na minha cabeça, disse que iria me matar e que eu não iria tirar nada dele”, disse a vítima. “Graças a Deus não apanhei, mas a ex dele tenho informações que foi agredida. Carrego um trauma psicológico, não é fácil”, completou.

Diante do relato, Néia Garcia externou que por conta de um ato de violência dentro da sua família, no final de semana, esteve na delegacia de polícia (plantão) local onde relatou não ter tido a atenção esperada. “Temos de nos unir para a nossa Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana”, frisou a vereadora. “O que seria das mulheres vítimas de violência se não fosse a Patrulha Maria da Penha. Estamos aqui para agradecê-las”, disse Neia Garcia diante das guardas que atuam neste setor.

Secretária municipal da Mulher, Tássia Espego observou, ao ouvir o relato da sobrevivente vítima de violência doméstica, que não é fácil ter um ato de coragem. “Temos apoio do Legislativo para que as iniciativas da Rede, que estamos montando, se tornem leis e se perpetuem em defesa da mulher”, pontuou Tássia.

Natália Sörensen Ramassotti, do Fundo Social, observou que Rio Claro terá um novo centro de referência para o acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade. “É um passo importante do poder público em defesa das mulheres que precisam de apoio em momento tão difícil”, assinalou.

Maria do Carmo citou que recentemente o Executivo, por meio da Secretaria da Mulher, teve reunião com o delegado da Seccional Paulo Cézar Junqueira Hadich. “Temos de integrar todos os poderes e setores envolvidos. A violência contra a mulher infelizmente cresce a cada dia. Temos a obrigação aqui em Rio Claro de frear isso”, disse vice-prefeita.

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